sábado, 22 de agosto de 2009



Hoje uma coisa me chamou atenção. Saio de casa, rumo ao transbordo, entro no meu buzão (han han, pobreza mode on) e me sento. E nada do ônibus sair, nada. Nadinha. Depois de uns 5 minutos, quando a maioria dos passageiros já tinha entrado, o motorista desce do ônibus, e entra pela porta de passageiros - fiquei sem entender. Daqui a pouco, ele mexe numa maquininha que começou a apitar, apitar, apitar. Então, o degrau da porta se abaixa, abaixa, abaixa. E eis que eu enxergo uma cadeira de rodas.
A moça entrou no ônibus, ele fez o processo inverso, e voltou pro seu lugar. O ônibus andou, e os meus pensamentos também. Fiquei revendo aquela cena na cabeça, e vi que agora os tempos são outros. O que noutros tempos eu pensaria que era um musical de Michael Jackson, era o fenômeno claro da inclusão social. Poxa, me emocionei. (Sério mesmo)
Eu pelo menos nunca tinha me preocupado, ou sequer me perguntado como um cadeirante poderia entrar num buzu - aposto que não só eu, mas como milhares de pessoas - é que estamos acostumados apenas a olhar pro nosso próprio umbigo, a pensar em nós mesmos.
Gostei da jiringonça inventada pro buzu, mas também acho que deveria ser algo mais discreto, que não apitaaaaaaasse taaaaantto, chamando menos atenção.


No mais, a Princesinha ganhou ponto, bicho (H).

Um comentário:

Naaaany ☼ disse...

É, finalmente estamos começaaaando a inclusão social; mas ainda há muito a mudar,né?!

Ex.?
ai,eu sou péssima com exemplos ;P