quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

solare.

Hoje eu estive pensando e cheguei à conclusão do quanto eu gostaria de ser o Sol. Já repararam como o Sol é tão... "auto-suficiente"? Ele nasce e se põe todos os dias, independente de chover, relampejar, trovejar. Mesmo em meio a toda tempestade, ele sempre está ali - mesmo que coberto por uma, duas, ou mesmo milhares de nuvens. O Sol é constante. É sempre quente, apesar de todo o frio do inverno. Ele não precisa de ninguém além da gravidade ou do sopro divino pra se manter. Ele nunca vai chorar por causa de alguém que o magoou, ele não vai se deprimir e se enfiar numa cama porque as coisas não estão saindo do jeito que ele queria. Mesmo depois de ser acusado como o vilão do câncer de pele, ou causador da insolação, ele continua brilhando. Não é tão imperfeito quanto nós, que no primeiro obstáculo saímos chorosos, querendo desistir. O Sol insiste tanto que acaba passando pelas mesmas brechas que às vezes nós sequer temos a capacidade de enxergar.
Mas é triste admitir que não somos como o Sol, não estamos a todo o tempo no centro, embora a grande vontade dos que não se assumem é realmente ser de todo um centro. Nem sempre estamos dispostos a levar a luz, a claridade, para todos os lugares onde vamos - muitas vezes só queremos ver as trevas, ou talvez as trevas estejam dentro de nós. Quando não sentimos mais a gravidade, temos a velha impressão de que falta chão; quando não sentimos o sopro divino, nos desesperamos, embora Deus nos dê a certeza de que é sempre conosco.

O ser humano é uma caixinha de surpresas.



Esperando por mais dias de Sol...
10 de Dezembro de 2009

Um comentário:

Naaaany ☼ disse...

rei luis XIV , onde? hahaha


eu gostaria de ser o sol só pra brilhar o tempo todo,independente de tempo ruim ou 'influências externas'

:D