quarta-feira, 1 de abril de 2009

Se me completar...


Sempre abro o Ig quando quero saber as notícias mais recentes. E, como de costume, fiz isso hoje. (Vale ressaltar que hoje, pelo menos pra mim, não foi um dos meus melhores dias; afinal, "quebrei o pau da barraca" com todos!- isso talvez tenha me deixado mais vulnerável aos tipos de sensações que aqui descreverei).

Voltando ao IG...Abri a página. E no meio de tantas notícias, deparo-me com o anúncio de uma promoção "romantismo online, declare-se para alguém", e me perguntei: será que tem alguém que manda um vídeo, ou qualquer outra coisa pruma campanha inútil daquela? E lembrei-me de certas coisas, e logo imaginei que, na verdade, a inútil e insensível era eu. Lembrei-me de tantas vezes que vi pessoas demonstrando carinho, sentimentos bons e mútuos umas com as outras, e ás vezes eu (não por falta de tentativa) não conseguia sequer dar um abraço de verdade, sem me sentir sem graça, ou fora de mim.Eu quase nunca (e realmente foram poucas e raras as vezes) tive coragem de dizer tudo que eu sentia, que eu não desejaria por nada no mundo perder aquela pessoa que tanto amo, e que, pelo menos naquele momento, ela era tudo pra mim, e que eu talvez quisesse ser tudo na vida dela. Uma coisa que nunca fui, foi artificial. Acho que sempre deixei claro a todos que sou "transparente", e sou assim mesmo. Quando tá tudo bem, tá tudo bem meeeeeeeeeeeeesmo, sou alegre, gosto de fazer as pessoas rirem, gosto de rir, me sinto bem com isso. Mas quando estou mal, realmente não estou bem, sou melancólica, fria, ranzinza, mesquinha. E talvez isso na grande maioria das vezes, pode ter afetado as minhas relações de amizade, na família e também no amor. PRINCIPALMENTE NO AMOR. Sou difícil de me entregar, acho que pra que você se doe de verdade numa relação, você deve se sentir à vontade, e que o sentimento seja infinitamente verdadeiro. E, claro, lembrando sempre do princípio de Vinicius: "Que não seja imortal, posto que é chama, mas que seja infinito enquanto dure". E quando me sinto assim, é quando muitos diriam que "dariam a vida por aquela pessoa", "que ela é sua vida" (que soa muito falso, na minha opinião). Não sei ser uma anfitriã calorosa, confesso que muitas vezes não sou altamente receptiva, posso ser bruta, um bicho do mato. Mas quando gosto. Gosto. E gosto.

E, voltando mais uma vez ao caso principal que me fez vir aqui, quando vi aquilo, me dei conta de que assim como estas pessoas, eu necessito da minha "metade da laranja", da minha "tampa da panela", que preciso de um "queijo" pra minha "goiabada". E que viver sem paixão, não é viver, é subexistir.
Entretanto, a paixão à que me refiro, não é a paixão no sentido de fogo, da vontade de entregar-se, mas do amor, do prazer pelas coisas mas simples, por não deixar que padrões críticos, éticos, morais, interfiram num sentimento, numa relação. Me critico muito, pelo fato de sempre criticar sempre as pessoas que me envolvo (eu sei, é irônico). Não vou ser tola de dizer que acho declarações de amor ridículas, até mesmo porque um dia já disseram que "não seriam cartas de amor, se não fossem ridículas". O amor é em si, o sentimento mais ridículo do mundo. Nós ficamos ridículos, nossas ações são ridículas, e ainda achamos que os ridículos, na verdade, são os que não amam.
Só queria dizer que eu tenho vontade mesmo é de ser ridícula, viu?
^^
E você, o que acha disso?
31/03/2009

3 comentários:

/manu disse...

um dia eu vou escrever tão beem quanto você *-*

lupaim disse...

TU N AXA QUE EU IA LER ISSO NEH ? PREGUIÇA DA PORRA =X MAS TUDO BEM, BJO ;*

carol pinheiro disse...

li todinho, e adorei. VOCÊ ESCREVE MUITISSIMO BEM,raridade é isso. :*